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A Copa dos Refugiados

O futebol para quem recomeçou a vida no Brasil

Quem pára diante de um campo de futebol qualquer — seja numa praça, num parque ou até mesmo num terreno baldio — pode ver apenas um grupo de pessoas que parece viver outra realidade enquanto corre atrás de uma bola. O que se mantém oculto é a história de cada uma delas e o que o futebol tem a ver com elas. Em São Paulo, um torneio que pode parecer apenas mais um diante dos olhares de transeuntes desinteressados é a chave da integração social para muitos refugiados que vêm tentar a vida no suposto país do futebol.

Ela vem inabalável, vestindo um short e um top que deixa visível seu abdômen sarado e molhado pelo próprio suor. Na cabeça, uma viseira estilo jogador de pôquer que permite o balanço de seu rabo de cavalo negro. Nas orelhas, os fones de ouvido. Nas pernas, um meião preto esticado até o joelho e um tênis confortável o bastante pra agüentar aquela corrida matinal numa pista de brita que circunda um campo de futebol. O sol já bate inclemente sobre aqueles músculos — são nove e tanto da manhã de um sábado de inverno sem nuvens e nada parece tirar o foco da atleta. Nem mesmo quando ela começa a fazer uma espécie de Slalom, correndo em zigue-zague para desviar de um grupo de camaroneses prestes a entrar no gramado.

Pensando melhor, é quase certo que ela sequer os tenha visto.

Em poucos minutos, os camaroneses se uniriam a congoleses, guineenses, nigerianos, marfinenses e, eventualmente, a algum brasileiro nas finais da 2ª Copa dos Refugiados. O torneio é organizado pelos próprios, com algum apoio da Agência Nacional das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), entidades filantrópicas e poderes públicos.

O campeonato acontecia no Ceret — parque localizado na zona leste de São Paulo —, que, durante a Copa, foi freqüentado quase que exclusivamente por aqueles “negros maravilhosos”, despreocupados, conversando entre si em português, inglês, francês, crioulo, iorubá e sabe-se lá o que mais. Quase todos ali engrossam ou um dia já engrossaram a lista da Acnur, que até o ano passado contava 7.289 refugiados de 81 nacionalidades diferentes no Brasil. Nesta edição do evento, 14 delas foram representadas.

Duas dessas nacionalidades agora entravam em campo para bater uma bolinha. Procuravam causar o mínimo de desconforto às madames e pais de família que ainda corriam no entorno da pista, exceto um camaronês que fazia um pequeno escândalo, pendurado à grade que limitava o espaço entre o campo e as demais dependências do parque:

— Mas vai ter algum dinheiro?

— Não, é mais pela diversão mesmo, pelo senso de união — explicou um membro da organização do evento.

— Mas isso tá errado —  o camaronês baixinho já foi aumentando a voz. — Nós quebra [sic] braço, perna, devia receber alguma coisa.

Como nenhum dos dois cederia, o organizador deu de ombros e foi caçar o que fazer. O camaronês continuou sua conversa com alguns conterrâneos. Seu nome é Atila, um cidadão bem-apessoado e tão fluente no inglês quanto um brasileiro numa outlet em Miami. Há cinco anos no Brasil, pode ser encontrado vendendo roupas na 25 de Março. Ele desistiu de jogar hoje: “Vou jogar amanhã pelo Botafogo (de Ribeirão Preto), vai ser televisionado lá em Guaianases.” Contra quem? “Corinthians”, disse ele, que é striker —  o matador, camisa 9. Apesar de torcer para o Timão (assim como a maioria da comunidade conterrânea), Atila queria se sair bem na partida para, quem sabe, ter uma chance no profissional. Ele será o atacante do time de juniores do Botafogo  — mesmo havendo declarado ter 26 anos de idade.

Aqui entraria uma foto do A.S. É uma tarde de terça-feira. O telefone do autor toca no escritório: “Você não pode pôr a foto do A.S., ele é um refugiado que não pode ter a foto publicada.”
“Mas ele mesmo autorizou”, insisti. Ele fez pose. Ele tirou o símbolo que o impedia de ser fotografado e filmado. Dois canais de TV falaram com ele.”
“Não, não pode.” Então ok. Imagine você que o A.S. estava aqui, no meio do campo, mãos junto ao corpo, a bola como um ser indiferente à direita, quase como um Cristiano Ronaldo subsaariano. Esse é o A.S.

Ele não era o único. Talvez  o amor pelo esporte e a chance de crescer no país do futebol  trouxeram o congolês A.S. até este campo. Ele encarna o menino que existe em qualquer parte do planeta —  estatura média, cabelos encaracolados em forma de tigelinha, nariz sempre para a frente, corpo atlético e viril, a camisa verde com detalhes em vermelho para fora do calção amarelo, meião laranja cobrindo o esparadrapo bem preso ao joelho direito e chuteiras. A.S. era o herói de si mesmo, era seu próprio sonho virando realidade. Naquele momento específico, era apenas ele e a bola. A bola e ele. A gorduchinha de capotão da Kagiva na marca de cal e o goleiro maliense ali na meta. Era ele contra o goleiro, contra Deus e contra o mundo. Levava a faixa de capitão no braço esquerdo e uma laranja no outro.

Pose fixa. Respiração entrecortada, os passos e o chute. O goleiro acerta o canto e chega a tocar na bola, mas ela morre no canto direito. A.S. vibra por dentro por uns dois segundos para então explodir e comemorar, apontando o dedo na cara do goleiro adversário.

A seleção do Congo faria a semifinal graças a um estranho tapetão. Por direito, a vaga pertencia a Guiné-Bissau, mas, antes do início do jogo, alguém inventou a regra que decidiu o ingresso do melhor perdedor às semis. A nova diretriz não apenas foi atendida como ainda provocou uma bizarra disputa de pênaltis entre Bissau, Mali e Congo (sim, uma disputa de pênaltis entre três equipes), vencida por este último. Os congoleses podem não ter nada a ver com isso. Podem até mesmo ignorar a identidade do autor da regra. Mas isso não impediu que o escrete congolês recebesse o apelido de “Fluminense”.

Azar de Bissau, eliminada apenas por ter deixado o parque antes dos jogos. Braima, o técnico dos guineenses, tem 30 anos e veio ao Brasil — diferente de muitos ali presentes — para estudar. É possível encontrá-lo nas aulas de Direito da Faculdade das Américas, na rua Augusta. Há seis anos por aqui, nunca teve muitos problemas — Bissau fala o mesmo português, mas de cadência e fluidez inigualáveis — e, como imigrante, não se sente pressionado: “Eu, Braima, tenho apenas o que agradecer ao Brasil e seu povo.”

Assistindo aos jogos da arquibancada, uma das cerca de cem pessoas presentes (sendo quase setenta delas jogadores e seus parentes) — a coordenadora do Centro de Referência de Refugiados da Caritas, Maria Cristina Morelli — explica que nem todos os casos são como o de Braima. Apenas no ano passado, 22 menores desacompanhados foram desembarcados no porto de Santos. A maioria veio escondida no porão das embarcações, incluindo 13 pessoas que já tinham vindo em 2013. Apenas no ano passado, mais de quatro mil solicitaram refúgio no país. A razão para o êxodo é sempre a mesma: a opressão sofrida de maneira tão aterradora que chega a provocar o abandono de famílias, religião e cultura em troca de uma vida numa terra desconhecida, sem nenhuma garantia, contato ou esperança. Não é nada romântico, se comparado aos ingleses no Mayflower chegando aos Estados Unidos no século XVII. Por pior que seja a vida nova, lavar banheiros, carregar pesadas cargas ou passar graxa no sapato do doutor faz valer a pena a viagem e o passado deixado para trás.

Alguns desses passados recebem destaque nas notícias internacionais, como o terremoto que atingiu o Haiti em 2010. Aqueles que conseguiram escapar para o Brasil, em vez de encontrarem um território aberto ao refúgio e a uma segunda chance, depararam com milicos que os acusavam de roubar emprego de brasileiros — alguns imigrantes chegaram mesmo a sofrer atentados apenas por causa de suas nacionalidades.

Muitos outros imigrantes chegaram da Síria, que sofria a mais sangrenta guerra civil de sua história; afegãos também integram comunidades de refugiados no Brasil, assim como colombianos e angolanos, entre tantos outros.

Mas é do Congo — um país assolado por levantes e guerras sucessivas desde a sua independência da Bélgica, em 1963 — que vem a maioria dos pedidos de refúgio atualmente. A guerra civil completou vinte anos com um saldo de inacreditáveis seis milhões de mortos. Na era da informação, um holocausto em tempo real que jamais ganhou os livros de história ou as manchetes dos principais jornais. Quem pôde, saiu do país africano.

No banco de reservas, assistindo a uma das semifinais, estava um dos que puderam: Jean Katumba, um dos idealizadores do campeonato. Impecavelmente vestido com uma calça branca, colete e gravata dourada, monsieur Jean explica, pausadamente e com o português que tem, o porquê de ter vindo ao Brasil: “Pra fugiu, a gente vai pedir a vista”, reflete com seriedade. “No meu caso, eu pediu visto pra França, porque eu fala francês. Eu não conseguiu. Aí eu pediu na Bélgica, porque país foi colonizado por Bélgica, mas não conseguiu. Pra Canadá não conseguiu. Aí tentou pedir pra Brasil e conseguiu.”

Um prédio desabando sobre você. Um míssil voando sobre sua casa. Ou então, o chão abrindo sobre seus pés e até mesmo uma picape lotada de homens armados com fuzis AK-47 estacionando na frente da sua casa. Fugindo dessas situações, vieram alemães, italianos e eslavos durante o século passado. Judeus sempre tiveram a porta aberta, dos EUA a Higienópolis. Contudo, dados os horrores da guerra do Congo, a fuga foi burocrática demais para pessoas como Jean — muito diferente do movimento migratório dos europeus.

Não só para Jean, mas também para A.S., aquele mesmo que tomou para si a braçadeira, a camisa dez e a atenção do time.

O goleiro Chukwu Ekuba, do time da Nigéria, se ajoelha no centro da roda de jogadores que pedem a proteção divina ao time. A onipresente Kagiva à sua frente parece dar sentido ao ritual: a bola une. O futebol preserva a unidade e dá senso de pertencimento a pessoas que se sentem tão invisíveis quanto os camaroneses lá da primeira cena. O time agradece, grita amém algumas vezes e inicia uma dança contagiante. Eles estão prontos para a batalha.

O adversário era Camarões — um time que dispensou rituais religiosos para ter tempo de se aquecer melhor, mas que também praticava uma espécie de dança igualmente contagiante. Com menos de um minuto de jogo, eles abriram o placar com Dunga, seu capitão e camisa 10. No segundo tempo, a coisa só piorou para a Nigéria, que teve seu camisa 6 expulso após uma bela cortada de vôlei numa disputa no meio de campo. Pouco depois, um camaronês cai duro após uma dividida na área, fazendo com que o infrator levasse de outro camaronês um tapa na cara. Pronto. A roda cresceu, a terra começou a subir e então um punho atinge o maxilar de alguém, num bonito golpe. O árbitro (na verdade um bancário do Banco do Brasil) estava sozinho tentando separar africanos de dois metros de altura que mais pareciam imponentes imperadores etíopes. Depois de alguns minutos, veio o bandeirinha (na verdade, outro bancário do Banco do Brasil), segurando uma sacolinha preta que fazia as vezes de bandeira.

Repórteres invadem o campo e produzem a primeira entrevista da história da imprensa esportiva a ser concebida com o jogo em andamento. Os atendentes da Cruz Vermelha mexem no supercílio do jogador caído no chão. A poeira começa a baixar e o técnico de Camarões, usando um boné e uma camisa do PSG, aparece discutindo com os nigerianos em português — sua pose lembra a de Eurico Miranda andando truculento por São Januário.

Entre algumas peculiaridades da organização — que priorizava a otimização do tempo —, três jogadores de cada equipe iriam bater o pênalti após o empate sem gols entre Costa do Marfim e Congo. Com certa preguiça dos goleiros, as primeiras cobranças de cada lado são convertidas, mas a segunda bola marfinense vai para fora. Mais dois pênaltis convertidos e a batida final, destinada ao Congo, não poderia sobrar para ninguém além A.S. Ele, que já tinha sido fotografado dando três saltos com o pé direito para entrar no gramado; ele, que agradeceu aos céus na zona do meio campo (um círculo de cal tão estranho e mal desenhado que lembrava a forma de um figo); ele, a bola, o goleiro e o gol. O resto são detalhes.

Aqui iria uma linda foto tripla do A.S., ajoelhado contra o sol, os músculos tesos, o choro lastimado, a cabeça ao chão como um muçulmano rezando. Quase não se vê nada além de seu vulto — era meio-dia e a foto na contraluz dava apenas os contornos da carne fraca perdendo o pênalti. Mas, como na ligação telefônica que recebi, quem sou eu, né?

Detalhes ínfimos: o ventinho que bateu vindo do outro gol, a posição do bico da bola, a intuição do gordo goleiro marfinense, que usava um desses uniformes dos anos 90 e gostava de saltar. Tudo isso influenciou aquela fração de segundo entre a excelente cobrança e a ainda mais espetacular defesa do goleiro: uma ponte de mão trocada no ângulo direito. Como seu ídolo Ronaldinho, A.S. bateu já projetando o corpo para a comemoração, a corrida da chegada do Congo à final, mas a bola no alto e o goleiro marfinense comemorando geraram um baque tão grande no atacante que ele prosseguiu correndo, tirou a camisa e, do lado de fora do campo, ajoelhou-se. Viu a câmera da Rede Globo, viu Caco Barcellos e seu microfone do Profissão Repórter e desatou a chorar.

Abriu o berreiro mesmo — um teatro, obviamente, mas uma cena carregada de simbolismo. Não fosse a marra demonstrada nas últimas horas, aquele choro — agora consolado por um conterrâneo — faria com que aqueles instantes fossem tão humanos quanto a tristeza futebolística de qualquer moleque. “Mas ele está chorando?”, pergunta um jogador da Costa do Marfim. Com a resposta positiva, ele emenda: “Chora mais.”

A ligação já se estende por minutos. Já fui chamado de Buda mais de uma vez, mas agora eu estou respirando com o diafragma apertado. Use sua imaginação, tente visualizar um braço, sim, apenas um braço, com uma fita laranja amarrada, presa como um torniquete.
“Mas é só um braço”, prossegue o diálogo impossível. “E eu pedi que ele esticasse o braço e mostrasse.”
“Guilherme, teve gente que já foi reconhecida numa foto dessas por uma cicatriz.” Que seja. O simpático rapaz não tinha cicatriz, mas a mão dele tinha cinco dedos. Use sua imaginação e tente imaginar quem seja.

Recomposto, o congolês caminha de volta, pé ante pé, em direção a sua equipe. A cobrança desperdiçada aliada à atuação apagada não parece pegar bem para o time, que o recebe com frieza. Ficaram todos juntos assistindo às demais cobranças até o placar final de 9 a 8 para os congoleses. Reunidos, eles se sentam no chão para gritar “Kidiaba!”, imitando a inesquecível comemoração do goleiro do Mazembe depois do triunfo contra o Internacional de Porto Alegre durante o Mundial de Clubes. Sim, A.S. vai à final.

A seleção do Congo começou o primeiro jogo com quase todos os seus jogadores empunhando uma braçadeira feita de tecido laranja. Um jogador de Camarões e dois da Costa do Marfim foram vistos com uma dessas também. Nas arquibancadas, alguns espectadores usavam a mesma peça. Pelas regras passadas à imprensa pela organização, todos aqueles com a faixa não queriam e, principalmente, não podiam ser fotografados. Sentiam-se ameaçados no país, devido ao seu passado político.

Imaginemos um nigeriano que tenha largado tudo em seu país por um cortiço perto da Cracolândia, uma das zonas mais degradadas de São Paulo. Em uma cidade quase infinita como a capital bandeirante, o perigo pode espreitar em qualquer esquina. Sem saber se comunicar, sem documentos, sem dinheiro, todo mundo é armadilha e presa ao mesmo tempo.

Não que todos sejam santos. Trata-se de uma fuga do passado, mas, infelizmente, jamais saberemos do que é feito esse passado. Qual a chance de haver um assassino entre aqueles camaroneses que observam a disputa pelo terceiro lugar entre marfinenses e nigerianos? Ou, entre os nigerianos, um ladrão ou criador de e-mails com spams e vírus (a Nigéria é uma potência nesse tipo de crime virtual), ou então, quem sabe, um simpatizante do grupo terrorista Boko Haram? Estatisticamente, é tão possível quanto o motorista daquela Mercedes estacionada ali fora já ter passado por cima de um ciclista ou aquelas senhoras que assistem a um jogo de tênis já terem apoiado a pena de morte para algum crime.

Mais de uma dúzia de prédios de alto padrão dão vista para aquele disforme meio-de-campo, mas não aparece ninguém nas sacadas, nem para ver a paisagem, nem para ver aquelas pessoas que vieram de tão longe para começar tudo do zero. Em três dias de jogos, a 2ª Copa dos Refugiados apresentou resultados incríveis. A Síria venceu seu primeiro jogo (com direito ao aclamado “gol mais bonito”), mas depois perdeu para Camarões por 8 a 0; Serra Leoa perdeu seu primeiro jogo por W.O. para o Paquistão, pois a van que levava os jogadores se chocou contra uma moto (depois, perderam o segundo jogo em campo); o Haiti caiu fora logo e, com o passar do chaveamento, a hegemonia africana ficou cada vez mais aparente.

Mas é impossível se limitar a resultados, estatísticas e números. A resposta para a pergunta “quem ganhou a final?” é “pouco importa”. A diversão vale mais que o saldo de gols. A chance de calçar um par de chuteiras de marca e ter seu dia de estrela, como foi para A.S., pode valer mais do que uma arquibancada lotada gritando seu nome. E o senso de pertencimento — aquele que faz com que guerras sejam esquecidas e rivalidades, superadas — lhes oferece a oportunidade de não serem mais invisíveis às corredoras matinais, por exemplo. O senso de nação parece alegrá-los por representarem sua pátria mãe e por fazerem parte do grandioso ritual do futebol brasileiro. Isso tudo, só um terrão e uma Kagiva de capotão são capazes de proporcionar.

A.S. estava aqui há até pouco tempo, erguendo uma bonita taça de prata, junto com o secretário de direitos humanos da cidade, Eduardo Suplicy. Ambos pareciam felizes e o jogador, sem a tal faixa laranja havia muito, encarava alegre todas as câmeras, esperando sua chance de ser famoso. Ele estava aqui ha até pouco tempo mas depois da tal ligação, ele se foi. Talvez um tanto temeroso de sumir nas fotos mas nem tão humilhado quanto o autor que tem que ocultar a própria obra. Peço desculpas a todos e torço para que não recebam ligações impertinentes em vosso trabalho  —  “eles” meio que fodem com a coisa toda.

Jornalista e escritor paulistano que funciona todo dia a partir das 6h (inclusive domingos e feriados). Há muito, deixou de se intitular corinthiano e hoje ama a pelada, os de camisa contra os descamisados, o terrão no ar e tudo o mais capaz de emanar do esporte mais bonito da Terra.

1 Comment

  1. julianoortiz

    agosto 09, 2021

    Olha, se não estou equivocado, a não exibição da imagem de A.S., por escolha do próprio, seria legítima e merecedora de respeito.
    Porém, se a proibição para divulgar a imagem tiver partido de uma instituição qualquer, seja ela pública ou privada, não caracterizaria censura?

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