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Preto no branco na democracia

Os caminhos que levaram o Corinthians ao Brasil inteiro

Morumbi, 14 de dezembro de 1983. A partir de um contra-ataque, Zenon carrega a bola até a entrada da pequena área. Ele diminui o passo e, com uma seqüência de fintas, deixa perdida a defesa são-paulina. O camisa 10 dá de calcanhar para Sócrates, que ajeita à frente e toca sutilmente no canto esquerdo de Waldir Peres.

Torcedores e jornalistas invadem o campo para abraçar o Doutor. O árbitro frustrou aqueles que demandavam o fim da partida — afinal, o tento foi marcado já nos acréscimos. Depois de contida a euforia da comemoração, a bola rolou tempo suficiente para um gol de consolação de Marcão.

Do banco de reservas do São Paulo, restou a Mário Travaglini, técnico campeão com o Corinthians em 1982, cumprimentar Jorge Vieira pela conquista do bi. O gol de Sócrates não foi apenas um gol do Corinthians ou do bicampeonato paulista. Embora os jogadores tivessem estampado em uma grande faixa, antes do jogo começar, “Ganhar ou perder, mas sempre com democracia”, aquele tento foi o gol de placa da Democracia Corinthiana.

As frestas

No ano em que Daniel Passarela levantava a taça do mundial realizado na Argentina, o presidente [de facto] Ernesto Geisel assinava um decreto para extinguir o Ato Institucional Número Cinco, até então, a instrumentalização legal do ápice de rigidez da ditadura militar brasileira. Houve também o crescimento de movimentos sociais e sindicais, ilustrado, por exemplo, pela Greve Geral do ABC. Na esfera do futebol, por sua vez, 1978 marcou a chegada ao Corinthians de um jogador alto, magro, de talento raro com os pés e, principalmente, com a cabeça. Os ingredientes para avançar no exercício da cidadania, a partir da recém abertura política, estavam a postos, à espera de um catalisador.

Quem está na chuva é para se queimar

A história do folclórico dirigente Vicente Matheus começou na Espanha, de onde emigrou para o Brasil ainda criança, poucos anos depois da fundação do Sport Club Corinthians Paulista, no bairro do Bom Retiro. Enquanto jovem, tentou ser jogador de futebol e, por isso, se encantou com o Corinthians. Dedicando-se então a tocar os negócios do pai, uma empresa de pavimentação de ruas, ascendeu à política do clube na década de 1930.

O primeiro mandato presidencial de Vicente foi de 1959 a 1961, marcando o fim da hegemonia de Alfredo Ignácio Andrade. Não só almejava melhorar o futebol, como também modernizar a infra-estrutura social do Parque São Jorge. De acordo com relatos não comprovados, chegou até mesmo a tirar milhões do próprio bolso para comprar o passe de jogadores, como o atacante Almir, do Vasco.

Ao falhar em capitalizar sua gestão em títulos, Matheus perdeu a eleição presidencial seguinte para o seu vice, Wadih Helu. Ainda que o advogado e deputado estadual (ARENA) também não tenha guiado o Corinthians à conquista de troféus — trazendo a fama de “faz-me rir” ao Timão —, conseguiu permanecer na presidência até as eleições de 1970, quando a oposição, encabeçada por Vicente Matheus, elegeu Miguel Martinez. Porém, ele ficou apenas um ano, após gastos exacerbados e penhoras de bens, deixando o cargo para o retorno de Matheus, que colocaria o clube nos trilhos financeiros novamente.

Foram necessários cinco árduos e exasperantes anos, a partir da segunda passagem de Matheus na presidência, para que o Corinthians saísse do jejum de títulos, que perdurava desde 1954. A conquista do Campeonato Paulista de 1977 continuou a ser uma das mais importantes na paixão do torcedor.

Impedido pelo estatuto de se reeleger e ao mesmo tempo visando continuar protagonista da política e gestão corinthianas, Vicente apoiou Waldemar Pires, seu vice-presidente desde 1977. Pires saiu vencedor do pleito, com Matheus de vice, derrotando a chapa de Isidoro Matheus, o irmão de Vicente. Pelo seu caráter centralizador, a intenção de Vicente Matheus era continuar a comandar de fato o clube, como fazia desde 1972, aproveitando-se de manobras estatutárias para burlar o período máximo presidencial de quatro anos, divididos em duas eleições.

Mas assim que assumiu, Pires tratou de quebrar a aglutinação de poderes, delegando funções e ampliando a gestão administrativa do Corinthians, gerando uma crise política no clube, acentuada pelos resultados dentro de campo. O time andava mal das pernas em 1980, mas no ano seguinte as pífias campanhas nos campeonatos paulista e brasileiro fizeram com que o técnico Oswaldo Brandão fosse demitido, e o diretor de futebol, João Mendonça Falcão, pedisse demissão.

Em novembro daquele ano, a nomeação do sociólogo Adilson Monteiro Alves — filho do então vice-presidente de futebol Orlando Monteiro — para o cargo vacante nocauteou Vicente Matheus. O juiz nem abriu contagem, decretando a vitória de Pires. À época, poucos imaginariam, mas a chegada de Adilson representaria que, no palco principal, não apenas o clero poderia subir.

Um homem, um voto.

Como um homem que nada entendia de futebol — nas suas próprias palavras — poderia comandar justamente o departamento de um clube? Auxiliado pelo presidente e pelo diretor de finanças, Sérgio Scarpelli, Adilson resolveu então fincar a base de seu trabalho a partir da mútua conversa com o elenco, em decorrência da sua formação universitária. A chegada do novo diretor coincidiu com o apontamento do técnico Mário Travaglini, outro adepto do diálogo.

Um dos maiores triunfos de Pires foi buscar profissionais especialistas para gerir suas respectivas áreas de atuação. Durante o tempo em que esteve na presidência, Pires não só sanou a dívida do Corinthians, como deixou para seu sucessor algo em torno de US$ 3 milhões em caixa. Este feito, claro, não seria possível sem o retorno dos atletas dentro de campo. Coube à administração do clube catalisar os resultados esportivos em financeiros — com o apontamento do publicitário Washington Olivetto como responsável pelo marketing —, ao mesmo tempo em que oferecia condições de apoio aos atletas, inclusive com auxílio pioneiro de psiquiatria.

O exemplo administrativo do clube dava bojo para que os atletas deixassem para trás os tempos de “ditadura mole”, nas palavras de Vicente Matheus, e buscassem sua auto-gestão, no que ficou conhecido mundialmente como Democracia Corinthiana. Nela, os jogadores buscavam extrapolar as tradições paternalistas com seus empregadores. As suas habilidades não deveriam ser apenas físicas. O atleta deveria ser capaz de reconhecer o seu poder de trabalho e, principalmente, o alcance de sua voz, visando a melhorar a sociedade em que vive, sem se isolar numa bolha de gozo irrestrito e irresponsável.

Como seres autônomos e auto-conscientes, a proposta desta “democracia” foi demonstrar a responsabilidade dos jogadores quando a liberdade — direito fundamental — lhes é concedida. Como a tarefa de atacar velhas práticas e ações já outrora enraizadas e não questionadas da estrutura do futebol brasileiro não seria simples, tampouco fácil, o movimento precisava de líderes exponenciais. Encontrou-os nas figuras do meia Sócrates e do lateral esquerdo Wladimir, que viria a ser recordista de atuações pelo Corinthians.

Na prática, todas as decisões que envolvessem o coletivo deveriam ser primeiramente discutidas e depois postas a voto: forma e horário de concentração e de treinos, questões envolvendo viagens, divisão de prêmios e até mesmo contratações. De acordo com Wladimir, em entrevista de 2012, “votar se tornou quase um vício”. Todos os votos possuíam o mesmo peso, independente do atleta, numa manifestação quase plena de auto-governo. A qualidade técnica do jogador só era levada em consideração no salário. Em votação, decidiram por criar três níveis salariais dentro do elenco, para os reservas, titulares e as estrelas como Sócrates — era garantido um piso mínimo para garantir o exercício da cidadania de fato.

Aliás, o Doutor primava por incitar na mente do jogador o poder que ele teria nas relações trabalhistas com os clubes. Começou com a sua longa e extensa renovação de contrato no fim dos anos 1970, quando se valeu da depreciação de seu passe para exigir condições melhores para o então presidente Vicente Matheus. Tinha o costume de dar o jornal do dia para seus colegas, mas sem a parte dos esportes. Em entrevista à revista inglesa Blizzard, afirmou que “um jogador tem muito poder. É o único emprego no mundo em que o empregado tem mais poder do que o patrão. Ele tem as massas em suas mãos e a capacidade de mobilizá-las. Mas ele precisa perceber que tem este poder e usá-lo com sabedoria quando lutar por uma causa social”.

Ser campeão é um detalhe

Como o Corinthians terminou o Campeonato Paulista de 1981 na oitava colocação, teve de disputar a Taça de Prata, equivalente à segunda divisão do campeonato nacional. O elenco sofreu uma reformulação, reduzindo-se pela metade o número de atletas. Porém, ainda havia uma lacuna no ataque. A solução veio da base, na forma de Walter Casagrande Júnior. Quando estreou pelo Timão, Casagrande tinha apenas 19 anos. Mesmo assim, não se intimidou com a responsabilidade e, paulatinamente, conquistou espaço dentro do núcleo orgânico de liderança do elenco, ou seja, Sócrates e Wladimir.

Pelo regulamento, um time poderia conquistar uma vaga para a Taça de Ouro no mesmo ano que disputasse a Taça de Prata. E foi assim que o Corinthians disputou a elite do futebol, chegando às semifinais, quando perdeu para o então campeão nacional, o Grêmio. Restava então o Campeonato Paulista, final em dois jogos entre os campeões do turno e returno.

Antes da disputa, uma mudança significativa no clube. Washington Olivetto foi o pioneiro do marketing esportivo por aliar sua paixão pelo clube e sua capacidade profissional. Por sua amizade com Boni, diretor da Rede Globo, conseguiu inserir um personagem como jogador de futebol do Corinthians na novela Vereda Tropical, no horário nobre.

No ano da tragédia de Sarriá, os brasileiros voltaram a ter direito de voto, para o cargo de governador. Explorando a recente liberação de camisas de futebol como espaço publicitário, “Dia 15 [de novembro] vote” foi estampado nas camisas corinthianas. O Conselho Nacional do Desporto proibiu o time de exibir essa frase novamente, visto que o espaço só poderia ser usado para fins comerciais e não políticos. Porém, dada a dimensão e visibilidade, Olivetto fechou um patrocínio com a empresa Bombril, que estampou a marca nas camisas na final do campeonato estadual, contra o São Paulo. Assim como aconteceria no ano seguinte, o Corinthians se sagrou campeão.

Diretas Já

Mesmo com o sucesso do clube, Vicente Matheus não desistiu de assumir o controle do Corinthians novamente. Após suas manobras estatutárias e ações jurídicas quedarem infrutíferas, ele se candidatou pela chapa Revolução Corinthiana à presidência, nas eleições de 1983. Diversos jogadores, como Wladimir, Zé Maria e Sócrates, expressaram revolta com a candidatura de Matheus, afirmando que deixariam o clube caso ele fosse eleito. O poder de escolha dos dirigentes do clube era alternado entre os sócios e os conselheiros. Na eleição de 1983, apenas os sócios poderiam votar e reelegeram Waldemar Pires.

O processo de abertura política e democrática de um país há quase vinte anos numa ditadura militar, à época, estabelecia um inimigo homogêneo, mas indefinido. Tanto na estrutura de um clube de futebol, quanto numa empresa ou na própria sociedade, o sentimento de luta era contra o autoritarismo, na incessante busca pela liberdade individual, ilustrada magistralmente pelo consumo de bebidas alcoólicas, inclusive à vista do público. Os jogadores teriam de saber arcar com as conseqüências de seus direitos conquistados. Assim, não é de se estranhar a postura dos que ameaçaram deixar o Corinthians, visto que, para eles e outros tantos, Matheus representava a figura mais próxima e palpável do autoritarismo.

Num ato atípico, e até mesmo difícil de se explicar décadas depois, Adilson contratou Emerson Leão no início de 1983, com o objetivo de conseguir a classificação para a Libertadores. Apesar de todas as contratações até então passarem pelo voto geral, apenas atletas que atuaram com o goleiro na Seleção Brasileira foram ouvidos. Todos deram anuência para a contratação, mesmo com a fama de Leão de arranjar conflitos por conta de sua personalidade individualista.

Para Wladimir, a chegada de Leão tumultuou a equipe. “Quando soube que eu ganhava mais do que ele, o Leão não deixou o Adílson dormir. Depois começou a dizer pra todo mundo que nós éramos amigos do diretor e por isso a gente não reivindicava bicho. Isso tudo contribuiu para que o movimento sofresse um abalo”, comentou em entrevista a Ricardo Gozzi, para o livro Democracia Corinthiana: a utopia em jogo. Leão, por exemplo, não aceitava que o voto de seu reserva tivesse o mesmo peso que o dele. Já no século XXI, o ex-goleiro mantém a convicção de que a Democracia Corinthiana não existiu.

Mário Travaglini deixou o Corinthians no começo de 1983 e, com o ídolo Zé Maria prestes a se aposentar, os jogadores propuseram que ele assumisse o cargo vacante. O lateral direito aceitou a empreitada e comandou o Corinthians por alguns jogos, válidos pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. Como os resultados não foram convincentes o bastante, em comum acordo decidiram pela chegada de Jorge Vieira, que assumiu pouco antes da estréia no Campeonato Paulista. Vieira, que havia sido o primeiro técnico de Sócrates no profissional, no Botafogo de Ribeirão Preto, passou a entrar em tensão com a estrutura da Democracia Corinthiana. Para ele, “existe a última palavra, o poder de decisão que é do técnico. Tem que haver disciplina, respeito e hierarquia. Sem isso não existe progresso”.

Como exemplificado no início do texto, o Corinthians conseguiu o bicampeonato paulista em cima do São Paulo, em 1983, um título para apagar a campanha mediana no torneio nacional. Era a primeira vez que o Alvinegro conquistava dois títulos seguidos desde o início da década de 1950.

Neste ínterim, eclodiram pelo país, principalmente em São Paulo, campanhas políticas pelas “Diretas Já”. Uma emenda constitucional foi remetida ao Congresso visando eliminar a eleição presidencial pelo colégio eleitoral indireto, dando direito ao povo de escolher seu representante máximo. Vários artistas, políticos e intelectuais apoiaram o movimento, cujo ápice ocorreu em abril de 1984, com a passeata do Vale do Anhangabaú. Estima-se que um pouco mais de um milhão e meio de pessoas estavam presentes no local. Sócrates se juntou à liderança e afirmou deixar o Brasil caso a emenda Dante de Oliveira, como era conhecida as “Diretas Já”, não fosse aprovada.

Apesar deste evento histórico ter acontecido a poucos dias da votação, o Congresso não atendeu o clamor popular e rejeitou a emenda por falta de quórum a favor. Sócrates deixou o Corinthians para jogar na Fiorentina. “Era a minha palavra em nome de um ideal. Eu sabia que perderia muito com a saída do Corinthians, mas era a forma de eu defender o meu discurso. Era aquela coisa de paixão por aquilo em que eu acredito. Se a emenda fosse aprovada, eu teria ficado aqui com certeza”, relatou. Sócrates queria ainda o impossível: que não fosse sentida a sua saída. “Vocês não têm de chorar por mim. Nós temos de chorar por todos os grandes cérebros deste país. Estão todos indo embora”.

Antes de ir de fato embora, Sócrates ainda acabou por causar a demissão de Jorge Vieira, que havia tido uma discussão com Casagrande. Como forma de apoiar seu amigo, ameaçou não comparecer ao amistoso de sua despedida do Timão. Jorge, aquele que entendia os horários de treinamento atípicos — ou melhor, falta deles — e as mordomias que o então estudante de medicina tinha sob seu comando no Botafogo, teve de pedir demissão.

A Democracia Corinthiana se sustentou por 1984 adentro. Sem o líder Sócrates, mas também sem o tumultuador Leão, repetiu a campanha de dois anos antes e alcançou a semifinal do Brasileiro, após eliminar o poderoso Flamengo. No entanto, a equipe foi eliminada pelo futuro campeão Fluminense, perdendo a chance também de se classificar para a Copa Libertadores da América — o motivo principal da contratação do goleiro Leão.

Restava o Paulista em disputa, na busca pelo tri. A fórmula do campeonato havia mudado para pontos corridos. Por coincidência do destino, o Corinthians, vice-líder, enfrentaria o líder Santos na última rodada, com necessidade de vitória. Ela não veio. Vitória santista, com gol de Serginho Chulapa.

Círculo

O segundo mandato de Waldemar Pires acabou no início de 1985. Obstinado a não repetir os vícios de seus antecessores, respeitou o estatuto e não armou um jeito de concorrer à reeleição. Indicou o seu diretor de futebol para a presidência. Adilson, no entanto, foi derrotado pelos votos dos conselheiros — as eleições corinthianas alternavam-se entre conselheiros e sócios: 162 a 130. Apesar da margem apertada, Orlando Monteiro, pai de Adilson, não se conformava. “Fomos roubados. Bem que avisei que os mortos iriam votar”. Curiosamente, nas eleições de 2018, houve também denúncia de votos de conselheiros já falecidos. Andrés Sanchez foi eleito novamente, após dois mandatos, e indicou o retorno de Duílio Monteiro, filho de Adilson, ao cargo de diretor de futebol.

A chegada de uma dezena de jogadores, aliada à saída também de Casagrande, esfacelou o resquício da democracia corinthiana, logo após a saída de Pires. Porém, negar a importância do movimento é tolice. Ao mesmo tempo, enaltecer em exacerbado é ingenuidade. A organização, liberdade e identidade coletiva demonstradas foram embriões inspiradores, mas não há como afirmar que a democracia corinthiana transcendeu o futebol e foi um agente direto das mudanças sociais e políticas do Brasil dos anos 1980.

Tentou-se, por um breve período, emular a experiência ocorrida no Corinthians. Sérgio Scarpelli, vice-presidente financeiro, revelou que o presidente do Palmeiras, Paschoal Giuliano, eleito em 1983, fez uma proposta para que tanto ele quanto Adilson Monteiro fossem trabalhar no rival. Quando Casagrande foi emprestado ao São Paulo passou a sua experiência de Democracia Corinthiana, a pedido do técnico Cilinho e, ao deixar o Corinthians rumo à Ponte Preta, a mesma situação aconteceu com Wladimir. Aliás, o próprio Wladimir tem ofuscada a sua legitimidade de líder intelectual do movimento, por não compartilhar da trajetória atípica — classe média, estudante de medicina, alto e magricelo, futebol em segundo plano — do outro líder, Sócrates, apesar de ter sido presidente do sindicato dos atletas profissionais, entre 1984 e 1986, contribuindo mais do que seu colega de equipe.

Nas palavras de Washington Olivetto, progresso no futebol é biodegradável. Você faz, faz, faz e depois tudo some. Mas a réplica da camisa de 1982, com o slogan Democracia Corinthiana manchado de pingos vermelhos, como sangue, continua a ser vendida, com o número oito nas costas.

Advogada, formada pela USP, mas jura que é legal sem ser hipster. Zagueira que não corre porque posicionamento e carrinhos perfeitos são a chave do sucesso.

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